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sexta-feira, 29 de março de 2013

Conhecido pelos cravos imw cecap






CONHECIDO PELOS CRAVOS – IMW CECAP – 2013

MAURO:
A encarnação de Deus em homem não foi o seu apogeu, como um artista, Deus reservou para nós  sua melhor obra-prima, Jesus!
Todos os atos do amor de Deus por nós, levaram até este, os anjos se aquietaram, e o céu parou para testemunhar o final, o Criador descortina o seu último ato de amor, Deus numa cruz!

Música: só na cruz eu me gloriu... seu amor mudou a história.

MAURO
A cruz! A cruz repousa sobre a historia como um irresistível diamante,  sua tragédia atrai sofredores, e fantasticamente atrai os céticos, traz esperança a todos que  buscam,
Uau, que pedaço de madeira! Ela já foi idolatrada e desprezada pela história, muitas vezes é de ouro e prata. Outras queimada, usada, descartada. A história já pôde fazer tudo, menos ignorá-la!
Esta é uma opção que a cruz não oferece! Ninguém consegue ignorá-la!
Você não pode ignorar um pedaço de madeira que sustenta o grande marco da história: um carpinteiro crucificado dizendo que “Ele era Deus na terra”, divino, eterno, o exterminador da morte.
Deem uma olhada na cruz comigo, vamos observar esse momento da historia, vamos ver as testemunhas, vamos ouvir as vozes, vamos olhar os seus rostos, e acima de tudo, vamos observar aquele que chamam, Salvador
MUSICA: sua mãe Maria muito amava o seu bebê .

Mauro e Isabel:
Mauro: soldados
Isabel: ladrões
Mauro: farpas
Isabel: ombros
Mauro: pesada
Isabel: madeiro
Mauro: pesado
Isabel: sol
Mauro: tonto
Isabel: curvado
Mauro: casas
Isabel: lojas
Mauro: rostos
Isabel: tristes
Mauro: murmuradores
Isabel: viajantes
Mauro: mulheres
Isabel: queda
Mauro: açoites
Isabel: exaustão
Mauro: ofegante
Isabel: Simão
Mauro: patético
Isabel: gólgota
Mauro: caveira
Isabel: calvário
Mauro: cruzes
Isabel: execução
Mauro: morte
Isabel: noite
Mauro: lágrimas
Isabel: observadores
Mauro: gemidos
Isabel: feridas
Mauro: inchado
Isabel: poeira
Mauro: marcado
Isabel: sangue
Mauro: pregos!
Isabel: pá
Mauro: pá
Isabel: pá
Mauro: pá
Mauro-Isabel: pá!

MÚSICA: ouça os martelos
Isabel: as palavras naquela sexta-feira de manhã, foram amargas!
- Dos espectadores, ele ouviu: “desce da cruz se és o Filho de Deus!”
- Dos líderes religiosos, ram: “salvou a outros e não pode salvar a si mesmo!”
- Dos soldados: “se é o rei dos judeus, salva-te a ti mesmo!”
Palavras amargas, ácidas, cheia de sarcasmos, odiosas e irreverentes!
Já não bastava ter sido exposto, humilhado como um criminoso? Os pregos não foram suficientes? Será que a coroa de espinhos foi muito leve e os açoites foram poucos?
Para alguns, talvez, sim!
Sim, as palavras naquela sexta-feira eram amargas, as pedradas verbais foram pra machucar!
Como Jesus com o seu corpo partido em dor, com os olhos embaçados pelo sangue, o pulmão tentando respirar, não respondeu a nenhuma dessas palavras e acusações covardes! Está além da minha compreensão!
Se uma pessoa tinha o direito de pensar em vingança, essa pessoa seria Jesus!
Mas Ele não fez! Ao invés disso, morreu por todos!
Igualmente tremendo é saber que esse mesmo Jesus morreu por mim!
Nunca vi um amor como esse!

MÚSICA: a cruz, a dor do espinho viu, as lágrimas o eu sofre, o meu Senhor, na cruz está...

Mauro
Pense comigo! Você consegue imaginar o grito na cruz, o céu escurece, as outras duas vitimas estão gemendo, as vozes caladas!
Talvez houvesse trovoadas! Talvez choro, talvez silêncio,então Jesus puxa o seu último fôlego empurrando os pés presos pelos pregos e grita: “está consumado!”
Mas o que está consumado?
A história de redenção do homem está consumado!
A mensagem de Deus ao homem foi consumada!
O trabalho feito por Jesus como homem na terra foi consumado!
A canção foi cantada! O sangue foi derramando! O sacrifício foi feito! A foice foi retirada da morte!
Acabou! Seria esse um grito de derrota? Ah, não creio!
 Suas mãos não estariam presas o suficiente, e ele estaria querendo esbravejar, não! Este não foi um grito de desespero, foi um grito de conclusão!
Um grito de vitória! Sim, um grito de alívio!

Música: o inicio da manhã chegou e Jerusalém se viu, a multidão querendo o julgamento de Jesus...

Isabel:
Faltaram palavras no dia em que o Salvador foi crucificado! Faltaram mesmo!
O que poderia mostrar todo este ato de amor? Que frases poderiam expressar os sentimentos envolvidos? Essa tarefa meu amigo, ficou para as lágrimas!
Elas representam o coração, o espírito e a alma de uma pessoa! Esconder  suas emoções é enterrar a mente de Cristo que habita em você! Principalmente quando você consegue enxergar o calvário.
Você não pode ir à cruz apenas com  sua mente, o seu coração não funciona desse jeito! O calvário não é uma viajem mental, nem  um exercício intelectual!
É um momento de deixar aflorar as emoções!
Não vá embora com os olhos secos, e o coração frio, não limpe a garganta, nem se ajeite na cadeira para não chorar!
Não vá ao calvário vestido de orgulho e preconceito!

Musica: só em Jesus encontro paz...

Mauro
Pai, acabou! Leva-me pra casa!

Isabel:
Sim! Leve-o pra casa! Leve este príncipe ao seu rei, leve este filho ao seu pai, leve esse peregrino de volta ao seu lar, ele merece um descanso, descanse em paz bebê da manjedoura, abençoado seja embaixador da paz, vá pra casa exterminador da morte, descanse doce soldado, a batalha acabou!

MUSICA: leve o meu filho amado, leve o meu doce Jesus...

Mauro – terremoto
Isabel – cemitério
Mauro – sepultura
Isabel – corpos
Mauro – mistério
Isabel – véu
Mauro – ervas amargas
Isabel – sangue
Mauro – água
Isabel – gosto
Mauro – linho
Isabel – túmulo
Mauro – medo
Isabel – espera
Mauro – desesperança
Isabel – pedra
Mauro – Maria
Isabel – corre
Mauro – será!
Isabel – Pedro
Mauro – João
Isabel – creiam
Mauro – vejam
Isabel – verdade
Mauro – venceu
Isabel – ressuscitou
Mauro – ressuscitou
Isabel – ressuscitou
Mauro – ressuscitou
Isabel-Mauro – ressuscitou

MUSICA – no tumulo, seu corpo está,todos pensavam “acabou”!

Mauro
Então, eles voltaram, cada um com as suas memórias unidas por esperança. Apesar de saber que tudo havia acabado, em seus corações existiam ainda o sonho de que o impossível poderia acontecer.
Ah se tivessem mais uma chance! E lá ficaram!
De repente alguns ouviram rumores de um túmulo vazio, alguém falou, eles trancam a porta.
E justamente no momento em que começavam a se conformar com o que aconteceu, alguém diz: “ah eu daria tudo para vê-lo mais uma vez!”.
Um rosto familiar aparece através da parede,
Rindo: “há que final”, ou melhor dizendo, “que começo!”
Algo acontece a uma pessoa que testemunha um homem que venceu a morte!
Alguma coisa alvoroça a alma de alguém que fica lado a lado com Deus!
Um sentimento, mais quente que o ouro derretido, mais forte que a paixão!
Tudo começou com alguns homens boquiabertos e atônitos com o que viam. Embora a porta estivesse trancada, Jesus estava entre eles dizendo: “como o Pai me enviou, eu vos envio”. E Ele os enviou!
Se abrir o seu coração, pode receber essa visita hoje!
Vamos testemunhar da sua majestade, e mostrar a sua vitória proclamando então ao mundo que Jesus Cristo é Rei dos reis e Senhor dos senhores!
E que só Ele é digno do nosso louvor e da nossa adoração!





quarta-feira, 27 de março de 2013

Aluguel de brinquedo para festa infantil



Aluguel de brinquedos em Taubaté

Aluguel de brinquedos em Taubaté

Aluguel de brinquedo infantil em Taubaté



Aluguel de brinquedos em Taubaté

Prof. Mauro de Souza Festas 2013




Aluguel de pula-pula em Taubaté



Aluguel de cama elástica em Taubaté

CANTATA DE PÁSCOA DA IMW CECAP 2013

JESUS É A NOSSA PÁSCOA!



Jesus vai abençoar a sua vida, participe de mais um momento de louvor!

sexta-feira, 15 de março de 2013

Religião no mundo contemporâneo

Gosto dos dias em que acordo e há uma neblina cobrindo todo o caminho por onde passo! Penso nisso como algo metafísico, existencial! Talvez porque isso me faz lembrar de Deus... Muitas coisas já foram pronunciadas sobre a religião: Freud, Marx, Feuerbach, além de outros críticos vorazes da fé.

Não posso concordar que Deus seja um ilusão coletiva como afirma Freud. Deus é uma evidência existencial, uma certeza que nos mostra o caminho, o horizonte último para nossa vida. "A vida sem Deus é burra", afirmou Guimarães Rosa!

Nem de longe, Marx, com todo o respeito que tenho à sua pessoa, vociferou algo produtivo: "a religião é o ópio do povo". Onde fica a militância libertadora na América Latina? E os mártires da nossa pátria latinoamericana? E os missionários que se empenharam por anunciar Jesus Cristo como o Libertador? Religião só rima com libertação! Caso contrário, não passa de uma seita.

Se, porventura, Deus for a projeção do meu ser ou algo parecido, como pontuava Feuerbach, então, esse "deus" é muito pequeno. Somos nada, uma poeira no universo, uma chama que logo se apaga, mas o Senhor.... Ele é incomparável! A minha alma vibra de júbilo, o meu coração, como uma orquesta segue o ritmo da musicalidade, o meu ser se volta para Aquele que é TUDO!

Ainda falta muito, para crescermos espiritualmente, os críticos que nos perdoe, são apenas crianças brincando no playground da intelectualidade.

"Deus é o ser do qual não se pode pensar coisa maior!" Anselmo Cantuária


Sapere Aude

Prof. Mauro de Souza


quinta-feira, 7 de março de 2013

A filosofia no mundo by Mauro de Souza (filósofo/escritor)





 A FILOSOFIA NO MUNDO

Karl JASPERS
Introdução ao Pensamento Filosófico
Editora Cultrix, p. 138 - 148.


1. Seja a filosofia o que for, está presente em nosso mundo e a ele necessariamente se refere.
       Certo é que ela rompe os quadros do mundo para lançar-se ao infinito. Mas retorna ao finito para aí encontrar seu fundamento histórico sempre original.
       Certo é que tende aos horizontes mais remotos, a hori­zontes situados para além do mundo, a fim de ali conseguir, no eterno, a experiência do presente. Contudo, nem mesmo a mais profunda meditação terá sentido se não se relacionar à existência do homem, aqui e agora.
       A filosofia entrevê os critérios últimos, a abóbada celeste das possibilidades e procura, à luz do aparentemente impossível, a via pela qual o homem poderá enobrecer-se em sua existência empírica.
       A filosofia se dirige ao indivíduo. Dá lugar à livre comunidade dos que, movidos pelo desejo de verdade, confiam uns nos outros. Quem se dedica a filosofar gostaria de ser admitido nessa comunidade. Ela está sempre neste mundo, mas não poderia fazer-se instituição sob pena de sacrificar a liberdade de sua verdade. O filósofo não pode saber se integra a comunidade. Não há instância que decida admiti-lo ou recusá-lo. E o filósofo deseja, pelo pensamento, viver de forma tal que a aceitação seja, em princípio, possível.
       2. Mas como se põe o mundo em relação com a filosofia? Há cátedras de filosofia nas universidades. Atual­mente, representam uma posição embaraçosa. Por força da tradição a filosofia é polidamente respeitada, mas, no fundo, objeto de desprezo. A opinião corrente é a de que a filosofia nada tem a dizer e carece de qualquer utilidade prática. É nomeada em público mas - existirá realmente? Sua existência se prova, quando menos, pelas medidas de defesa a que dá lugar.
       A oposição se traduz em fórmulas como: a filosofia é demasiado complexa; não a compreendo; está além de meu alcance; não tenho vocação para ela; e, portanto, não me diz respeito. Ora, isso equivale a dizer: é inútil o interesse pelas questões fundamentais da vida; cabe abster-se de pensar no plano geral para mergulhar, através de trabalho consciencioso, num capítulo qualquer de atividade prática ou intelectual; quanto ao resto, bastará ter “opiniões” e contentar-se com elas.
       A polêmica torna-se encarniçada. Um instinto vital, ignorado de si mesmo, odeia a filosofia. Ela é perigosa. Se eu a compreendesse, teria de alterar minha vida. Adquiriria outro estado de espírito, veria as coisas a uma claridade insólita, teria de rever meus juízos. Melhor é não pensar filosoficamente.
       E surge os detratores, que desejam substituir a obsoleta filosofia por algo de novo e totalmente diverso. Ela é desprezada como produto final e mendaz de uma teologia falida. A insensatez das proposições dos filósofos é ironizada. E a filosofia vê-se denunciada como instrumento servil de poderes políticos e outros.
       Muitos políticos vêem facilitado seu nefasto trabalho pela ausência da filosofia. Massas e funcionários são mais fáceis de manipular quando não pensam, mas tão somente usam de uma inteligência de rebanho. É preciso impedir que os homens se tornem sensatos. Mais vale, portanto, que a filosofia seja vista como algo entediante. Oxalá desaparecessem as cátedras de filosofia. Quanto mais vaidades se ensine, menos estarão os homens arriscados a se deixar tocar pela luz da filosofia.
Assim, a filosofia se vê rodeada de inimigos, a maioria dos quais não tem consciência dessa condição. A auto complacência burguesa, os convencionalismos, o hábito de considerar o bem-estar material como razão suficiente de vida, o hábito de só apreciar a ciência em função de sua utilidade técnica, o ilimitado desejo de poder, a bonomia dos políticos, o fanatismo das ideologias, a aspiração a um nome literário - tudo isso proclama a antifilosofia. E os homens não o percebem porque não se dão conta do que estão fazendo. E permanecem inconscientes de que a antifilosofia é uma filosofia, embora pervertida, que, se aprofundada, engendraria sua própria aniquilação.
3. O problema crucial é o seguinte: a filosofia aspira à verdade total, que o mundo não quer. A filosofia é. portanto, perturbadora da paz.
E a verdade o que será? A filosofia busca a verdade nas múltiplas significações do ser-verdadeiro segundo os modos do abrangente. Busca, mas não possui o significado e substância da verdade única. Para nós, a verdade não é estática e definitiva, mas movimento incessante, que penetra no infinito.
No mundo, a verdade está em conflito perpétuo. A filosofia leva esse conflito ao extremo, porém o despe de violência. Em suas relações com tudo quanto existe, o Filósofo vê a verdade revelar-se a seus olhos, graças ao intercâmbio com outros pensadores e ao processo que o torna transparente a si mesmo.
Quem se dedica à filosofia põe-se à procura do homem, escuta o que ele diz, observa o que ele faz e se interessa por sua palavra e ação, desejoso de partilhar, com seus concidadãos, do destino comum da humanidade.
Eis por que a filosofia não se transforma em credo. Está em contínua pugna consigo mesma.
     
Orientações para a elaboração do trabalho sobre o texto “A Filosofia no Mundo”:

1. Resumir o texto em um parágrafo.

2. Destacar trechos do texto, 4 ideias ou pensamentos mais relevantes. Cada pensamento deverá ser transcrito e comentado.

3. Responder: para o autor, qual é a finalidade da filosofia no mundo? Você concorda com ele? Por que?