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segunda-feira, 1 de abril de 2013

FILOSOFIA CONTEMPORÂNEA


NIETZSCHE



D’Angelo (2011, p.21-22) a filosofia de Friedrich Nietzsche (1844-1900) e sua crítica radical à tradição filosófica ocidental começou a ser construída a partir de sua leitura da obra de Schopenhauer (1788-1860), filósofo alemão que opunha radicalmente ao racionalismo e ao idealismo de Hegel. O impacto causado em Nietzsche pelo livro O Mundo Como Vontade e Representação foi decisivo. Marcado por suas ideias, sobretudo pelo ateísmo e pela valorização da experiência estética em Schopenhauer, Nietzsche manterá em toda a sua trajetória como pensador posições que têm origem na leitura dessa obra. A reflexão de Nietzsche sobre a Grécia antiga, especialmente sobre a relação entre arte e filosofia na época arcaica (século VIII a VI a.C.), foi determinante na criação de uma tese central de sua filosofia: a superioridade da arte em relação á filosofia e à ciência. Em O Nascimento da Tragédia, publicado pela primeira vez em 1871, a distinção que Nietzsche faz entre o ideal apolíneo e o dionisíaco introduz a questão do dinamismo e do jogo de forças que orientam a vida humana e a dimensão estética e cultural inscrita nesse movimento.  Apolo – deus da beleza, da proporção, da harmonia e da serenidade – e Dioniso – deus da embriaguez, da desordem, da paixão – são considerados formas complementares entre si, que foram separadas pela civilização. Nietzsche atribuía um valor extraordinário à cultura e religião grega.
Störig (2009) se podemos considerar Schopenhauer discípulo e descendente de Kant e, porém, constatar que o resultado de sua filosofia é algo bem diferente da filosofia de Kant, o mesmo vale para a relação entre Nietzsche e Schopenhauer. E, de fato, é sensato posicionar a filosofia de Nietzsche ao lado e após a de Schopenhauer, pois, independentemente da grande influência de Schopenhauer sobre Nietzsche, uma coisa é comum a ambas e as separa do filósofo da razão: a filosofia de Nietzsche também é uma filosofia da vontade.

Segundo Nietzsche, com o surgimento da razão e da dialética socrática, a filosofia inicia um processo de decadência, passando então a afirmar valores pretensamente superiores, que negam os aspectos negativos próprios da condição humana como o sofrimento, a imperfeição, a dor, a morte. Esse modelo de razão socrático-platônico inaugura a supervalorização da verdade, do conhecimento, a negação deste mundo e o desejo de um mundo superior. O cristianismo veio fortalecer a busca de um outro mundo, existente no platonismo, intensificando assim a dualidade que veio a ser a marca da civilização cristã  ocidental (D’ANGELO, 2011, p.22)

Para Störig (2009, p.461) Nietzsche “filosofia com o martelo”.  Ele destroça sem qualquer consideração velhos valores, reconhecendo-os como falsos, mas, ao mesmo tempo, estabelece novos valores e ideais.

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